Nanopartículas

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Funcionalização de nanopartículas de núcleo de ouro com um revestimento de sílica para tratamento do cancro

Os nanomateriais com um núcleo de ouro com um revestimento de sílica mesoporosa apresentam características físico-químicas compatíveis com aplicações teragnósticas, i.e., a realização em simultâneo de terapia e diagnóstico. O núcleo de ouro destas nanopartículas é compatível com a sua aplicação em imagiologia em tempo real do tecido tumoral por tomografia computorizada ou ressonância magnética, enquanto que a camada de sílica protege o núcleo de ouro da degradação induzida pela radiação e permite a encapsulação de fármacos anticancerígenos nos seus poros.

Nanopartículas funcionalizadas potenciam a entrega de fármacos anticancerígenos em células do cancro colorretal

Nanopartículas funcionalizadas têm sido exploradas para o tratamento de cancro, pois atuam como um meio de entrega de fármacos anticancerígenos no local do tumor, melhorando o efeito destas moléculas. Neste trabalho, nanopartículas poliméricas de poly(lactic-coglycolic)-polyethyleneglicol (PLGA-PEG) foram produzidas e a sua superfície funcionalizada com um anticorpo específico para o Carcinoembryonic Antigen (CEA) das células tumorais epiteliais intestinais. CEA é sobrexpresso em vários cancros, incluindo o cancro colorretal.

Lipid nanoparticles to counteract gastric infection without affecting gut microbiota

Authors and Affiliations:

Catarina Leal Seabraa,b,c,d, Cláudia Nunese, Manuela Brása,b,d, Maria Gomez-Lazaroa,b, Celso A. Reisa,c,d,f, Inês C. Gonçalvesa,b, Salette Reise, M. Cristina L. Martinsa,b,d

a i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Universidade do Porto, Portugal

b INEB – Instituto de Engenharia Biomédica, Universidade do Porto, Portugal

Lipid nanoparticles to counteract gastric infection without affecting gut microbiota

A infeção por Helicobacter pylori é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de cancro do estômago. A antibioterapia disponível tem-se mostrado ineficaz em cerca de 20% dos doentes devido a várias razões, mas principalmente pelo aparecimento de estirpes bacterianas resistentes aos antibióticos disponíveis. Além disso, os antibióticos não possuem uma ação seletiva, desencadeando um efeito negativo na microbiota intestinal (bactérias responsáveis pelo bom funcionamento intestinal).

Combinação de nanopartículas e dispositivos de microfluidos promete impulsionar a investigação sobre o cancro e terapias personalizadas

O Grupo de Investigação 3B’s liderado por Rui L. Reis, desenvolveu uma plataforma composta por nanopartículas e microfluidos para a monitorização e visualização de células cancerígenas, em tempo real.

 

Autores e Afiliações:

Mariana Carvalho1,2, Raquel Maia1,2, Joana Silva-Correia1,2, Bruno Costa2,3, Rui L. Reis1,2 & Joaquim M. Oliveira1,2*

Nanopartículas inteligentes para superar resistência à quimioterapia

Um estudo de um grupo de investigadores do Instituto de Investigação e Formação Avançada em Ciências e Tecnologias da Saúde (IINFACTS) da CESPU, do i3S/INEB, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, em parceria com um grupo da Northeastern University de Boston, Estados Unidos, publicado na revista “Acta Biomaterialia” de 1 de janeiro de 2017, revela as potencialidades da nanotecnologia dirigida contra uma proteína, chamada Mad2 (importante para a divisão correta das células), como estratégia terapêutica para contornar a resistência do cancro à quimioterapia.