Olga Martinho,a,b,c Natália Vilaça,d Paulo J. G. Castro,d Ricardo Amorim,a,b António M. Fonseca,d Fátima Baltazar,a,b Rui M. Reisa,b,c# and Isabel C. Nevesd#
O glioblastoma é um dos tumores mais comum e agressivo no sistema nervoso central, pelo que nas últimas décadas presenciámos avanços significativos no tratamento de pacientes com glioblastoma, sendo o atual, a neurocirurgia seguida por radioterapia concomitante com quimioterapia à base de temozolomida (TMZ). Apesar desses avanços, a sobrevivência mediana relatada continua a ser de apenas 15 meses.
Marta Pojo a,b, Céline S. Gonçalves a,b, Ana Xavier-Magalhães a,b, Ana Isabel Oliveira a,b, Tiago Gonçalves a,b, Sara Correia c, Ana J. Rodrigues a,b, Sandra Costa a,b, Luísa Pinto a,b, Afonso A. Pinto d, José M. Lopes e,f,g, Rui M. Reis a,b,h, Miguel Rocha c, Nuno Sousa a,b, Bruno M. Costa a,b
O glioblastoma é o tumor cerebral primário mais maligno, exibindo elevada resistência à terapia convencional, o que se traduz numa mediana de sobrevivência dos pacientes de apenas 15 meses após o diagnóstico. Em estudos anteriores do grupo já tinha sido mostrado que o HOXA9, um fator de transcrição essencial durante a fase embrionária, está associado a um pior prognóstico dos pacientes com glioblastoma, e tinham-se demonstrado os mecanismos que regulavam a sua activação.
Joana Vieira de Castro1,2, Céline S. Gonçalves1,2, Sandra Costa1,2, Paulo Linhares3, Rui Vaz3, Ricardo Nabiço4, Júlia Amorim4, Marta Viana-Pereira1,2, Rui M. Reis1,2,5, Bruno M. Costa1,2
1 Life and Health Sciences Research Institute, University of Minho, Campus de Gualtar, 4710-057, Braga, Portugal;
O glioblastoma é o tumor mais comum e mais maligno do sistema nervoso central. Apesar de diversos avanços na medicina, estes tumores têm ainda um mau prognóstico, apresentando os pacientes uma mediana de sobrevivência de apenas 15 meses após o diagnóstico. Apesar de serem considerados muito heterogéneos, estes tumores são na maioria das vezes tratados de uma forma padronizada, o que se deve em parte à inexistência de marcadores moleculares de prognósticos fiáveis.
A expressão de receptores de estrogénio (RE) é a ferramenta de diagnóstico e terapêutica usada nas decisões relativas ao tratamento do cancro da mama. A natureza das proteínas e complexos proteicos que regulam a localização subcelular e atividade do RE ainda constituem uma questão aberta na biologia do cancro da mama. A identificação de tais complexos irá ajudar a compreender o desenvolvimento de resistência endócrina no cancro da mama RE+. Nos últimos anos, a espectrometria de massa tem permitido uma análise abrangente do interactoma do RE.