Investigadores do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto) mostraram que a elevada imunoexpressão dos biomarcadores Ki67, EZH2 e SMYD3 em biópsias de cancro da próstata tem impacto prognóstico na sobrevivência dos doentes.
Vera Miranda-Gonçalves1,2; Diana Cardoso-Carneiro1,2; Inês Valbom1,2; Fernanda Paula Cury3; Viviane A Silva3; Sara Granja1,2; Rui M. Reis1,2,3, Fátima Baltazar1,2; Olga Martinho1,2,3.
1 Life and Health Sciences Research Institute (ICVS), School of Medicine, University of Minho, Braga, Portugal;
2 ICVS/3B’s - PT Government Associate Laboratory, Braga/Guimarães, Portugal;
A investigação liderada pela Doutora Olga Martinho, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, procurou neste trabalho desvendar os potenciais mecanismos celulares de resistência ao fármaco Bevacizumab em células de glioblastoma (tumor cerebral).
A terapia anti-VEGF com Bevacizumab está aprovada para o tratamento de um grupo especifico de pacientes com glioblastoma, no entanto, sabe-se que os tumores adquirirem resistência e, eventualmente, tornaram-se ainda mais agressivos e infiltrativos após o tratamento.
Patrícia Madureira e a sua equipa de investigação acabam de publicar na revista Cells um artigo científico que pode ajudar a compreender o gliobastoma multiforme, um dos tumores cerebrais mais mortíferos.
In this work, the expression of the G-protein coupled receptor (GPER) is reported for the first time in a melanoma cell line, and that its activation by the agonist G-1 decreases cell proliferation, suggesting that the GPER may represent a new therapeutic target in this disease.
Authors and Affiliations:
Mariana P.C. Ribeiro, Armanda E. Santos and José B.A. Custódio
Neste trabalho, é descrita pela primeira a vez a expressão do receptor de estrogénios acoplado à proteína G (GPER) numa linha celular de melanoma e que a activação deste receptor pelo agonista G-1 reduz a proliferação celular, sugerindo que o GPER poderá ser um novo alvo terapêutico nesta doença.
Autores e Afiliações:
Mariana P.C. Ribeiro, Armanda E. Santos and José B.A. Custódio
Sara R. Martins-Neves (a-d), Daniela I. Paiva-Oliveira (a, b), Carlos Fontes-Ribeiro (a, b), Judith V.M.G. Bovée (d), Anne-Marie Cleton-Jansen (d, 1), Célia M.F. Gomes (a, b, c, ∗, 1)
a) Pharmacology and Experimental Therapeutics, IBILI - Faculty of Medicine, University of Coimbra, Coimbra, Azinhaga de Sta. Comba, Celas, 3000-354, Portugal
b) CNC.IBILI, University of Coimbra, Coimbra, Portugal
c) CIMAGO, University of Coimbra, Coimbra, Portugal
O osteossarcoma é o tumor ósseo primário maligno mais comum e afeta sobretudo jovens adolescentes. Com a introdução da quimioterapia, as taxas de sobrevivência aumentaram significativamente, mas estagnaram nas últimas décadas, devido à falta de terapias mais eficazes. O modelo das células estaminais cancerígenas (CSCs) sugere a existência de células com propriedades estaminais que formam o núcleo clonogénico tumoral e contribuem para a quimio-resistência.