Associação Portuguesa de Investigação em Cancro
Ensaios funcionais para classificar variantes genéticas no Síndrome de Lynch
Ensaios funcionais para classificar variantes genéticas no Síndrome de Lynch

Quarta, 01.07.2026
Este artigo descreve os mais recentes avanços no diagnóstico molecular de indivíduos com suspeita de cancro familiar associado à Síndrome de Lynch. Apresenta igualmente que tipo de ensaios laboratoriais podem ser efetuados para comprovar a patogenicidade de variantes genéticas cujo significado clínico é incerto.
O cancro do cólon e do reto são dos tumores mais frequentes em Portugal, e cerca de 3% dos casos tem como origem a síndrome hereditária de Lynch. A identificação das famílias afetadas tem um impacto enorme do ponto de vista dos cuidados de saúde: primeiro, os familiares portadores da variante patogénica podem beneficiar de rastreios regulares; segundo, esta síndrome também se manifesta noutros órgãos, em particular no endométrio, mas também no estômago ou nos ovários, os quais necessitam igualmente de vigilância clínica; terceiro; a identificação da alteração genética subjacente permite uma avaliação personalizada do risco e da terapia, mas também um aconselhamento psicológico ou de planeamento familiar que melhoram a qualidade de vida das famílias afetadas.
Neste trabalho de revisão, os autores atualizam o conhecimento sobre esta síndrome e o respetivo diagnóstico molecular na era das novas tecnologias de sequenciação, incluindo as mais recentes guidelines internacionais para a classificação de variantes genéticas, e as limitações na análise bioinformática de variantes genéticas encontradas.
Autores e afiliações:
Pedro Rodrigues (1,3), Paulo Matos (1,2), João Gonçalves (1,3) and Peter Jordan (1,2)
1 Department of Human Genetics, National Institute of Health Dr. Ricardo Jorge, 1649-016 Lisbon, Portugal;
2 BioISI – Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 1749-016 Lisboa, Portugal;
3 Comprehensive Health Research Centre (CHRC, UID/04923), NOVA Medical School, Universidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Portugal.
Abstract:
In 2022, colorectal cancer (CRC) was the third most common type of cancer worldwide and the second most common in Europe. CRC ranked as the second leading cause of cancer-related deaths both worldwide and in Europe, with 904,019 and 247,966 deaths, respectively. The majority of CRC cases are sporadic (60-75%), however, 10-35% of CRC are estimated to result from the interaction of heritable and environmental factors. Among these, 5-6% are caused by inherited variants in genes that predispose to the development of CRC. Among the known inherited causes, Lynch Syndrome (LS), formerly known as Hereditary Nonpolyposis Colorectal Cancer (HNPCC), is the most frequent and accounts for approximately 3% of all CRC.
Here we review and update on multiple aspects of LS in the context of CRC, including its genetic and molecular basis, current guidelines for molecular screening and variant classification. Furthermore, we review functional assays that have been used to determine the biological impact of genetic variants of uncertain significance (VUS) and discuss future perspectives in the field.
Revista: Biomedicines





