Uma equipa de investigadores, liderada por Wolfgang Link, do Centro de Investigação em Biomedicina, da Universidade do Algarve, acaba de publicar, na revista Nature Communications, os resultados de uma investigação inédita na área do cancro. Reconhecendo o facto de que um número significativo de mortes se deve à resistência intrínseca ou adquirida, ao longo do tempo, à quimioterapia, os investigadores quiseram compreender de que modo as células cancerígenas se tornam resistentes às terapias convencionais.
Os materiais à base de óxido de grafeno têm sido utilizados como transportadores de fármacos na terapia do cancro. Estes materiais têm a capacidade de absorver luz e emitir posteriormente a energia sob a forma de calor, o que lhes permite induzir danos nas células cancerígenas – uma propriedade essencial para a sua aplicação em terapia fototérmica. No presente estudo os materiais à base de óxido de grafeno foram funcionalizados com a forma peguilada da vitamina E (D-α-tocopheryl polyethylene glycol 1000 succinate; TPGS) com o intuito de melhorar a sua hidrofilicidade e estabilidade.
Breast cancer is one of the most common types of cancer among women, and is the second leading cause of cancer death in women. In Portugal, for example, about 4,500 new cases of breast cancer are detected annually, and 1,500 women die of this disease. Although chemotherapy has been shown to be effective against this malignant neoplasm, depending on several factors (such as histology, degree and stage of disease, among others), there have been increasing cases of resistance to drugs used in current chemotherapy treatments.
O cancro da mama é um dos tipos de cancro mais comum entre as mulheres, e corresponde à segunda causa de morte por cancro, na mulher. Em Portugal por exemplo, são detectados anualmente cerca de 4500 novos casos de cancro da mama, e 1500 mulheres morrem com esta doença. Muito embora a quimioterapia tenha demonstrado ser eficaz contra esta neoplasia maligna, dependendo de diversos fatores (tais como a histologia, o grau e fase da doença, entre outros), têm vindo progressivamente a aparecer casos de resistência aos fármacos usados nos tratamentos actuais de quimioterapia.