Coexistência de paraganglioma/feocromocitoma e carcinoma papilar de tireóide

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Coexistência de paraganglioma/feocromocitoma e carcinoma papilar de tireóide

Terça, 28.07.2015

A díade paraganglioma (PGL)/feocromocitoma (FEO) - carcinoma papilar da tiroide (CPT) tem sido reportada raramente. Se a associação resulta do acaso ou reflete uma predisposição genética não está estabelecido. Analisámos dados clínicos e moleculares de quatro doentes não relacionados em que esta associação foi documentada. Procedemos ao rastreio de mutações germinais num painel de genes candidatos: RET, VHL, SDHB, SDHC, SDHD, SDHAF2, TMEM127, MAX, PTEN, CDKN1B. Todos os doentes eram do sexo feminino; a mediana de idade por ocasião do diagnóstico de PGL/FEO foi de 45 anos e por ocasião do diagnóstico de CPT de 49.5 anos. Só uma doente tinha história familiar de carcinoma da tiroide. O CPT era multifocal em 2 casos, do tipo clássico em 2 casos e variante folicular nos outros dois. Duas doentes apresentaram, em heterozigotia, 2 variantes germinais de significado indeterminado no gene SDHB: Ser163Pro e Ala3Gly. O polimorfismo -79T>C no gene CDKN1B foi documentado em todas as doentes (em homozigotia em 3 casos). Os resultados não sugerem uma explicação única para o fenótipo PGL/FEO - CPT. Não se pode afastar a associação fortuita; é possível que a associação de variantes genéticas em diferentes genes concorra para este fenótipo ao aumentar a predisposição para tumores múltiplos e, finalmente, a possibilidade de estarem em causa genes não estudados não se pode excluir.



Maria João Bugalho1,2,3 Ana Luísa Silva-2 Rita Domingues2

1 Serviço de Endocrinologia, Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E., Rua Professor Lima Basto, 1099-023 Lisbon, Portugal

2 Unidade de Investigação de Patobiologia Molecular, Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E., Rua Professor Lima Basto, 1099-023 Lisbon, Portugal

3 NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, Campo dos Mártires da Pátria,130, 1169-056 Lisbon, Portugal

The paraganglioma (PGL)/pheochromocytoma (PHEO) - papillary thyroid carcinoma (PTC) dyad has been reported rarely. Whether the association is coincidental or results from an underlying genetic predisposition is difficult to ascertain. We analyzed clinical and molecular data on 4 unrelated patients identified and treated by one of us (MJB) at a tertiary center. Patients were screened for germline variants in a panel of candidate genes: RET, VHL, SDHB, SDHC, SDHD, SDHAF2, TMEM127, MAX, PTEN, CDKN1B. All patients were female; median age at diagnosis of PGL/PHEO was 45 years and at diagnosis of PTC was 49.5 years. Only one patient had family history of thyroid cancer. PTC was multifocal in 2 cases, of the classical type in 2 cases and of the follicular type in 2 cases. Two patients harbored heterozygous germline variants of uncertain significance in the SDHB gene: Ser163Pro and Ala3Gly. The -79T>C polymorphism in the CDKN1B gene was present in all patients (3 in homozygous and one in heterozygous state). Results deriving from a comprehensive analysis of a panel of genes suggest that there is no single explanation for the association PGL/PHEO - PTC. It may occur through different mechanisms such as the combinatorial effect of different genetic variants, be a coincidental association or, alternatively, result from genetic variants in genes still awaiting identification.
 

Familial Cancer

http://link.springer.com/journal/10689/onlineFirst/page/1#page-1