Cetuximab vs bevacizumab - Estudo de Qualidade de Vida (PROs)

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Cetuximab vs bevacizumab - Estudo de Qualidade de Vida (PROs)

Sexta, 20.12.2019

A determinação de outcomes reportados por doentes (PROs) com cancro colorrectal metastizado é fundamental para aferir a tolerabilidade e impacto na qualidade de vida da terapêutica standard para esta agressiva doença. Devido à inexistência actual de informações desta natureza acerca das terapêuticas dirigidas aplicáveis a este contexto, foi conduzido um estudo de coorte prospectivo com o objectivo de comparar directamente os PROs de doentes em tratamento com cetuximab ou bevacizumab. O estudo incluiu 44 doentes tratados pela primeira vez com uma destas estratégias, e cujos scores de questionários internacionais validados e específicos para a doença foram comparados em três momentos distintos: antes do tratamento, às 6 semanas, e às 12 semanas de tratamento. Foi também determinada, para estes momentos, a Utilidade Global (OTU) de cada um dos tratamentos, um outcome que cruza dados de qualidade de vida com tempo até falência terapêutica (TTF). Após conclusão do estudo, verificou-se que os doentes tratados com regimes contendo cetuximab experimentaram uma deterioração progressiva, e clinicamente relevante, na qualidade de vida ao longo do tratamento. O mesmo não se observou para os doentes tratados com bevacizumab. As taxas de OTU foram superiores para a utilização de bevacizumab em relação às observadas para a administração de cetuximab.

 


Rui Pedro Marques1,2,  Peter Heudtlass3, Helena Luna Pais2, António Quintela2, Ana Paula Martins1

1 Research Institute of Medicines (iMed.ULisboa), Faculty of Pharmacy, Universidade de Lisboa;

2 Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN);

3 Centre for Health Evaluation and Research (CEFAR), Portuguese Pharmacy Association (ANF).

Uncertainty exists regarding Patient-Reported Outcomes (PROs) and Health-Related Quality of Life (HRQoL) of patients with metastatic colorectal cancer (mCRC) treated with cetuximab or bevacizumab. We conducted a prospective cohort study comparing PROs and HRQoL from both therapies. We assessed PROs and HRQoL from patients treated with cetuximab or bevacizumab using QLQ-C30 and QLQCR29 questionnaires at three sequential time points, including baseline. Global Health Status (GHS), functional and symptom scales, and Overall Treatment Utility (derived from clinical and patient-reported outcomes) were compared for the two treatment strategies. Between January 2017 and April 2018, 44 patients were allocated to cetuximab (n = 19) or bevacizumab (n = 25). Except for RAS mutation status, patient baseline characteristics were generally well balanced across treatment groups. A higher proportion of patients experienced a deterioration in GHS (≥ 10%) in cetuximab arm − 53.8% (95% CI 25.1–80.8%) at 6 weeks and 66.7% (95% CI 29.9–92.5%) at 12 weeks—comparing to bevacizumab cohort: 18.2% (95% CI 5.2–40.3%) at 6 weeks and 12.5% (95% CI:1.6–38.3%) at 12 weeks. Treatment utility rates at 6 and 12 weeks were, respectively, 88.6% and 69.8% for bevacizumab, compared to 49% and 19.1% for cetuximab (p = 0.004), a difference confirmed in subset analyses. In patients with mCRC, cetuximab-containing regimens led to a progressive negative impact on PROs and global HRQoL, when compared to baseline and bevacizumab. Future research is needed to confirm these results. Our findings demonstrate the value of PROs when assessing comparative effectiveness of different treatment regimens.


Journal of Cancer Research and Clinical Oncology

https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs00432-019-02924-0